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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vou Chamar A Policia. De Irvin D.Yalom


Editora: AGIR
Idioma: Portugués
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A perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial é o principal tema de Vou Chamar a Polícia – e Outras Histórias de Terapia e Literatura (Ediouro, 264 páginas, 49,90 reais), título do novo livro do psiquiatra americano Irvin Yalom, 78 anos. Chega às lojas nesta semana. Mais conhecido como o autor dos best-sellers A Cura de Schopenhauer (130.000 exemplares vendidos no país) e Quando Nietzche Chorou (410.000), Yalom adiciona o Holocausto à sua lista de assuntos preferidos, na qual figuram a psicoterapia e a filosofia.
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Como Vou Chamar a Polícia é um pequeno conto, a Ediouro juntou ao texto uma obra lançada por Yalom nos Estados Unidos há cerca de dez anos, The Yalom Reader – O Leitor de Yalom, em tradução livre para o português. Nela, o autor analisa sua produção literária. “É uma espécie de antologia minha”, explica o prolífico terapeuta, que já trabalha em um novo projeto, um livro sobre – adivinhe – um filósofo: Bento de Spinoza. O novo, o antigo e o futuro livro, além da psicoterapia e da filosofia, é claro, compõem a conversa de Yalom com VEJA.com.

domingo, 27 de setembro de 2009

Presentación da Colección “Sefarad” en Lisboa


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A editora Nova Vega vai lançar esta semana a sua muito aguardada colecção Sefarad, coordenada por Jorge Martins. O lançamento vai ter lugar na próxima quinta-feira, dia 24 de Setembro, às 18:30H, na livraria Círculo das Letras, na Rua Augusto Gil 15B, em Lisboa. A inaugurar a colecção serão apresentados os seus dois primeiros livros: Breve História dos Judeus em Portugal, de Jorge Martins; e A Tormenta dos Mogadouro na Inquisição de Lisboa, de António Júlio de Andrade e Maria Fernanda Guimarães. As obras serão apresentadas por António Eloy e António Marques de Almeida, respectivamente.Segundo o Professor Jorge Martins, esta colecção tem por missão principal “divulgar os estudos judaicos e inquisitoriais portugueses, preenchendo assim um vazio editorial.”

sábado, 19 de setembro de 2009

"Os Anagramas de Varsóvia" de Richard Zimler


Os Anagramas de Varsóvia
de
Richard Zimler
Edição/reimpressão: 2009
Páxinas: 368
Editor: Oceanos
Idioma: portugués
ISBN: 9789892305837
Colecção:
Mar de Histórias
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Um romance policial arrepiante e soberbamente escrito passado no gueto judaico de Varsóvia. Narrado por um homem que por todas as razões devia estar morto e que pode estar a mentir sobre a sua identidade… No Outono de 1940, os nazis encerraram quatrocentos mil judeus numa pequena área da capital da Polónia, criando uma ilha urbana cortada do mundo exterior. Erik Cohen, um velho psiquiatra, é forçado a mudar-se para um minúsculo apartamento com a sobrinha e o seu adorado sobrinho-neto de nove anos, Adam. Num dia de frio cortante, Adam desaparece. Na manhã seguinte, o seu corpo é descoberto na vedação de arame farpado que rodeia o gueto. Uma das pernas do rapaz foi cortada e um pequeno pedaço de cordel deixado na sua boca. Por que razão terá o cadáver sido profanado? Erik luta contra a sua raiva avassaladora e o seu desespero jurando descobrir o assassino do sobrinho para vingar a sua morte. Um amigo de infância, Izzy, cuja coragem e sentido de humor impedem Erik de perder a confiança, junta-se-lhe nessa busca perigosa e desesperada. Em breve outro cadáver aparece - desta vez o de uma rapariga, a quem foi cortada uma das mãos. As provas começam a apontar para um traidor judeu que atrai crianças para a morte. Neste thriller histórico profundamente comovente e sombrio, Erik e Izzy levam o leitor até aos recantos mais proibidos de Varsóvia e aos mais heróicos recantos do coração humano.

terça-feira, 14 de julho de 2009

EL GUARDIAN DE LA AURORA de Richard Zimler


EL GUARDIAN DE LA AURORA
de Richard Zimler
Editorial DESTINO
Ano 2009
360 pags
Língua: CASTELLANO
Encadernación: Tapa blanda
ISBN: 9788423341689
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O século XVI está a piques de chegar ao seu fin. Na colonia portuguesa de Goa, a Inquisición logrou establecerse e está a facer progresos no seu labor de converter ao cristianismo tanto aos xudeus secretos como á poboación hindú. A pesar do convulso da situación, a familia Zarco mantén as súas raíces portuguesas e xudías. Tiago e a súa irmá Sofia gozan ilustrando manuscritos xunto ao seu pai e coas festas hindús que celebra a súa querida cociñeira Nupi. Pero ese paraíso acaba ao mesmo tempo que a súa infancia, cando pai e fillo son capturados pola Inquisición. Anos despois, completamente esnaquizado, Tiago volve á India tras cumprir a súa sentenza en Portugal. Devastado por todo o que perdeu, descubrirá quen se esconde tras a traizón e a denuncia á súa familia, unha verdade que preferitía non ter que afrontar. Ademais dunha extraordinaria recreación histórica e un vivísimo testemuño da crueldade baixo a Inquisición na India, "O gardián da aurora" é un cativador relato de misterio, e unha profunda e lúcida exploración sobre a natureza do mal e as súas consecuencias. «Zimler ten ese toque de xenialidade que os críticos non poden explicar pero que os lectores recoñecen, esa maxia que todos os novelistas desexan pero que só algúns posúen.» The Independent

Eis o periplo en fin duns xudeus portugueses pola India, fuxindo da Inquisición. A novela narra o periplo e as desventuras da familia dun xudeu portugués, ilustrador de manuscritos, que emigra á India a finais do século XVI fuxindo do terror da Inquisición portuguesa. Co transfondo do exotismo e a beleza máxica de Oriente, os nenos inícianse á vida, sofren as inxustizas da persecución relixiosa e o asombro ante a complexidade da historia. Unha novela maxistral histórica acerca da época da Inquisición, profundamente evocadora. Un canto á vida a pesar da opresión. Unha alegación contra a intolerancia. Unha historia de paixón, celos, despeito e vinganza narrada cunha prosa de gran sensualidade.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Flores para Hitler. De Leonard Cohen

Sou um sacerdote de Deus
Sou um sacerdote de Deus
Ando pelas ruas
com os bolsos nas minhas mãos
Às vezes sou mau
e às vezes sou muito bom
Acredito que eu acredito
em tudo que eu preciso
Gosto de ouvir você dizer
enquanto dança com uma cabeça rolando
numa bandeja de prata
que sou um sacerdote de Deus
Achei que estava fazendo outras 100 coisas
mas eu era um sacerdote de Deus
Amei umas 100 mulheres
jamais contei a mesma mentira duas vezes
Eu disse Oh Cristo tu és um egoísta
mas reparti meu pão e arroz
Ouvi minha voz dizer à multidão
que eu estava só e era um sacerdote de Deus
o que me tornou tão vazio
que até hoje em 1966
não estou certo de ser um sacerdote de Deus

Não Judeu
Qualquer um que diga
que não sou um Judeu
não é um Judeu
sinto muito
mas essa decisão
é final

Cristo da Cidade
Após a guerras incontáveis sobreviver,
Ele chega cego e desesperadamente mutilado.
Ele suporta os bondes ao amanhecer
E conta os anos num quarto da rua Peel.
Mantido em seu lugar como um judeu da corte,
Para aconselhar sobre furacões e pragas,
Ele nunca caminha com eles pelo oceano
Ou adere a seus jogos solitários nas calçadas.

O gênio
Por você
eu serei um judeu do gueto
e dançarei
porei meias brancas
em meus membros deformados
e envenenarei poços
por toda a cidade
Por você
eu serei um judeu apóstata
e contarei ao padre español
sobre o voto de sangue
no Talmude
e onde os ossos
do menino estão ocultos
Por você
eu serei um banqueiro judeu
e arruinarei
um velho e orgulhoso rei caçador
e acabarei com sua dinastia
Por você
eu serei um judeu da Broadway
e chorarei em teatros
por minha mãe
e farei pechinchas
por debaixo do pano
Por você
eu serei um médico judeu
e procurarei
em todas as latas de lixo
por prepúcios
para costurar de volta
Por você
eu serei um judeu de Dachau
e cairei na lama
com membros deformados
e uma dor intumescida
que ninguém poderá entender

Uma nota sobre o título
Um
tempo atrás
esse livro seria
chamado
SOL PARA NAPOLEÃO,
e antes disso ainda
ele seria
chamado
MUROS PARA GENGIS KHAN.

Folk
flores para hitler o verão bocejava
flores por toda minha grama nova
e aqui há um vilarejo
estão pintando ele para o feriado
aqui há uma igrejinha
aqui há uma escola
aqui há alguns cães fazendo amor
as bandeiras brilham como roupa lavada
flores para hitler o verão bocejava

Herança
A cena de tortura aconteceu sob uma redoma de vidro
como as que devem proteger um relógio valioso.
quase ouvi um sino tocar
quando puseram a tenaz
e o corpo estremeceu e apagou num desmaio.
Todos eram minúsculos e tinham as bochechas rosadas
e se eu pudesse ouvir um grito de dor ou de triunfo
seria minúsculo como a boca que o emitiu
ou como uma nota só de uma caixinha de música.
A redoma do drama estava ajustada
como uma gigantesca pérola barroca
sobre um anel de noivado ou broche ou medalhão.
Sei que você se sente nua, queridinha.
Sei que você odeia morar no campo
e mal pode esperar pelas revistas brilhantes
que chegam toda semana, todo mês.
Examine a casa de sua avó novamente.
Há uma herança em algum lugar

O fracasso de uma vida secular
O operário da dor chega em casa
após um dia árduo de tortura.
Ele chega com sua tenaz.
Põe no chão sua maleta negra.
Sua mulher lhe bate com uma força
e um grito jamais vistos em sua profissão.
Ele percebeu a vida Dachau dela,
soube que sua carreira estava arruinada.
Havia algo mais a fazer?
Ele vendeu sua maleta e a tenaz,
e se desfez.
Um homem deve ser capaz de levar algo à sua mulher.

O que estou fazendo aqui
Não sei se o mundo mentiu
Eu menti
Não sei se o mundo conspirou contra o amor
Eu conspirei contra o amor
O ambiente de tortura não é consolo
Eu torturei
Mesmo sem o cogumelo atômico ainda assim eu teria odiado
Ouça
Eu faria as mesmas coisas ainda que não houvesse morte alguma
Não serei pego como um bêbado sob a fria corrente dos fatos
Eu recuso o álibi universal
Como uma cabine telefônica vazia vista de noite
e lembrada
como os espelhos de um saguão de cinema
consultados apenas na saída
como uma ninfomaníaca que amarra centenas
em uma estranha irmandade
Eu espero
até cada um de vocês confessar

Hitler o tumor cerebral
Hitler o tumor cerebral espia por meus olhos
Goering derrete barras de ouro em minhas entranhas
Meu pomo-de-adão incha com a cabeça toda de Goebbels
É inútil dizer a um homem que ele é Judeu
Estou fazendo do seu beijo um abajur
Confesse! confesse!
é o que você exige
embora acredite que esteja me entregando tudo

Tudo que há para saber sobre Adolph Eichmann
OLHOS: ............. Médios
CABELOS: ................. Médios
PESO: ............ Médio
ALTURA: ........... Média
TRAÇOS CARACTERÍSTICOS: ...... Nenhum
NÚMERO DE DEDOS: .............. Dez
NÚMERO DE DEDOS DOS PÉS: .............. Dez
INTELIGÊNCIA: ...... Média
O que você esperava?
Garras?
Incisivos enormes?
Saliva verde?
Loucura?

Ópio e Hitler
Muitas crenças
o fizeram fulgir –
ópio e Hitler
o fizeram dormir.
Uma Negra com
um apetite e tanto
ajudou-o a pensar
que não era branco.
Ópio e Hitler
revelaram um mundo
feito de vidro.
Para um assunto
assim inofensivo
não há cura:
o estado se levantou
de um beijo com úlcera.
No céu um sonho
já esteve cravado
um sol de verão
quando estava elevado.
Ele queria nos olhos
uma venda feita de pele,
queria que a tarde
começasse em breve.
Uma lei quebrada –
mais nada iria durar.
Se o mundo era de cera,
o dele a se moldar.
Não! Por uma dose de história
ele ficava todo atrapalhado.
O sol se soltou,
e a sua mulher ao seu lado.
Imersos, seus corpos
faziam uma escuridão tal,
o Líder iniciou
um discurso racial.

Um diálogo em migração
Ele usava bigode preto e cabelos de couro.
Falávamos sobre os ciganos.
Não roa as unhas, eu lhe disse.
Não coma tapetes.
Tome cuidado com os coelhos.
Seja esperto.
Não fique acordado a noite toda assistindo
desfiles no Altas Altas Altas Horas da Madrugada
Não faça caca em seu uniforme.
E quanto a todos os bons generais,
os belos e velhos nobres lutadores,
os valentes Junkers,
os valentes Rommels,
os valentes Embaixadores von Cabelos Prateados
que renunciaram em 41?
Tire esse sorrisinho de seu rosto.
O Capitão Marvel assinou o contrato dos chicotes.
Joe Palooka fabricou os chicotes.
Li’l Abner embalou-os em caixas.
Os irmãos Katzenjammer conceberam experimentos.
Meras engrenagens.
Achou! Miss Sabão Humano.
Isso jamais aconteceu.
Oh castelos do Reno.
Oh loira SS.
Não acredite em tudo que vir nos museus.
Eu disse TIRE ESSE SORRISINHO
incluindo a espuma na boca de nojo e superioridade.
Não gosto do jeito que você vai ao trabalho toda manhã.
Como é possível os ônibus ainda passarem?
Como é possível ainda fazerem filmes?
Eu creio piamente na Segunda Guerra Mundial.
Estou convencido de que aconteceu.
Não estou certo da Primeira Guerra Mundial.
A Guerra Civil Espanhola – talvez.
Eu creio em dentes de ouro.
Eu creio em Churchill.
Não me diga que ateamos fogo em berços.
Acho que você está exagerando.
O Tratado de Westphalen se apagou
como uma mancha de batom no Monumento Blarney.
Napoleão era um bronco sexy.
Hiroshima tirou o Made in Japan do papel.
Acho que devemos deixar as cinzas adormecidas descansarem.
Eu creio piamente em toda a história
Eu me lembro,
mas está cada vez mais difícil lembrar de tanta história.
Há tristes confetes salpicando das janelas dos trens partindo.
Eu deixo que eles partam.
Não posso me lembrar deles.
Eles apitam com tristeza em meu cotidiano.
Eu esqueço os números grandes,
Esqueço o que eles significam.
Eu peço desculpas àquela seção de fotogravuras
de um jornal de 1945 que iniciou o meu aprendizado.
Peço desculpas à esquerda e à direita.
Peço desculpas antecipadamente
a todos nessa grande e bela platéia por meus comentários finais insossos.
Braun,
Raubal e ele Hitler e suas garotas (tenho alguma experiência nesses assuntos),
esses três seres humanos,
Não consigo tirar seus adoráveis corpos nus de minha cabeça.
Traduçom ao portugues de: Fernando de Paulo Koproski e Maurício Mendonça.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Eu fui o capitão do Exodus. De Ike Aronowicz


Eu fui o capitão do Exodus
Ike Aronowicz

228 páginas
20€
978-989-8093-69-1.
Este livro contem um caderno fotográfico.Ike Aronowicz tinha apenas vinte e três anos quando se tornou comandante do Exodus. Sessenta anos depois, conta a longa e dramática travessia do Mediterrâneo, em Julho de 1947, com 4545 judeus a bordo, refugiados dos campos nazis e candidatos à emigração clandestina para a Terra Prometida. A odisseia termina com uma batalha feroz contra as forças britânicas que marcará a memória internacional. Alguns meses depois, no dia 29 de Novembro de 1947, a ONU decide a criação do Estado de Israel.
Ike Aronowicz
Ike Aronowicz foi um dos heróis fundadores de Israel. Em 1947 comandou o navio President Warfield – depois baptizado como Exodus – que transportou, do Sul de França para a Palestina, 4545 refugiados judeus, passageiros apinhados, extenuados pelos anos de guerra, mas determinados a fugir de uma Europa ensanguentada e a alcançar a Palestina, então sob protectorado britânico. Esta epopeia marcou a memória internacional e a História da fundação do Estado de Israel.O autor vive hoje numa casa com forma de barco nos altos de Zikhron-Ya’aqov, no Norte de Israel. Tem oitenta e quatro anos e conta pela primeira vez a sua odisseia excepcional. Este livro foi escrito em colaboração com Elsa Guiol, jornalista no Journal du Dimanche.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

quarta-feira, 28 de maio de 2008


“O gran inimigo da verdade non é a miúdo a mentira —deliberada, fabricada, deshonesta— senon o mito —persistente, persuasivo e repetido”. John F. Kennedy
"Mitos e realidades"

É un libro imprescindíbel para entender o conflito árabe-israelí e que podes
DESCARGAR AQUÍ na versión en español, ou na súa versión EN PORTUGUÉS

segunda-feira, 3 de março de 2008

As Origens Nazis do Nacionalismo Palestiniano e da Jihad Islâmica


As Origens Nazis do Nacionalismo Palestiniano e da Jihad Islâmica

Autor: David Meir-Levi
Posfácio de Alexandre del Valle
Nº págs: 152 + caderno de fotos
Formato: 130 x 205 mm
PVP: 13,65 € (13€ + IVA)



As ligações nunca assumidas entre o nacionalismo palestiniano e o regime nazi tornam-se tema central em mais uma polémica publicação da editora Via Occidentalis. Da autoria do israelo-americano David Meir-Levy, com um posfácio do investigador francês Alexandre del Valle, especialista de questões relacionadas com o islamismo, esta obra procura desfazer, em simultâneo, duas ideias propagadas por alguns líderes radicais islâmicos actuais: que o Holocausto nunca existiu – e que o povo palestiniano nada teve a ver com isso. A lista dos nazis que se tornaram colaboradores dos Estados Árabes após a 2ª Guerra Mundial, a Carta do Hamas e a Acta do encontro entre Hitler e Al-Husseini, líder político palestiniano naquele período, marcam também presença nesta edição.

Em “As Origens Nazis do Nacionalismo Palestiniano e da Jihad Islâmica”, David Meir-Levy procura demonstrar que o fanatismo islâmico não nasceu nos anos 60, após o fracasso do nasserismo, mas foi fruto da ascensão do fascismo e do nazismo nos anos 30. De acordo com António Franco Moreira, tradutor da obra, “Meir-Levy traça o ADN do nacionalismo palestiniano, fazendo explodir uma série de mitos que este movimento criou – mitos racionalizados e celebrados durante décadas de terrorismo e de ambições genocidas”.

Centrado na correspondência entre Hajj Amin al-Husseini, líder nacional e consensual dos palestinianos, e o regime de Adolf Hitler, Meir-Levy alega que existiu, de facto, uma aliança entre os palestinianos e o regime nazi, defendendo que a ideologia islâmica alberga, no seu seio, movimentos como o Hamas, o Hezbollah e o grupo al-Qaeda, que o autor classifica de “fascistas islâmicos” e “terroristas”.
O posfácio é assinado por Alexandre del Valle, onde o investigador francês procura expor a actualidade das sinergias entre os fanáticos islamistas, a extrema-direita e a extrema-esquerda, e na forma como estes grupos se unem no “ódio e animosidade contra Israel, a América e o Ocidente”. Em anexo, surgem documentos como a Carta Ideológica do Hamas, a acta do encontro entre Hitler e Al-Husseini e ainda a lista de nazis que colaboraram com os Estados Árabes após a 2ª Guerra Mundial.

David Meir-Levy, israelita nascido nos Estados Unidos da América, vive em Palo Alto, na Califórnia. É bacharel pela John Hoplins University e licenciado em Estudos sobre o Próximo Oriente pela Brandeis University. Ensinou Arqueologia e História do Próximo Oriente na Universidade Hebraica de Jerusalém e na Universidade de Telavive, nos anos 60 e 70, altura em que serviu no exército israelita. De regresso aos Estados Unidos, Meir-Levy tornou-se director de investigação e educação da Israel Peace Iniciative, uma organização não-lucrativa da região da Baía de São Francisco destinada a esclarecer o público americano e os seus líderes sobre a história do conflito israelo-árabe. Mais informações sobre a IPI em www.ipi-usa.org. David Meir-Levy é o autor de «Grande Mentiras - Demolindo os Mitos da Propaganda de Guerra contra Israel» editado pela Via Occidentalis em 2006.


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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Israel. Onttem e Hoje. De Joshua Ruah e Esther Munczenik


Israel. Ontem e Hoje
de Joshua Ruah , Esther Muczenik
Preço: EUR 18,90/ EUR 15,12
Editor: Difel
ISBN: 9789722908498
Ano de Edição/ Reimpressão: 2007
N.º de Páginas: 400
Idioma: portugués
Um abrangente e culturalmente fundamental projecto editorial sobre a História do Estado de Israel, com textos de: António Marujo, Avraham Milgram, Colette Avital, Francisco José Viegas, Henrique Cymerman, Jacob Ritten, João Marques de Almeida, João Pereira Coutinho, Manuela Franco, Nava Tevet, Pinhas Bibelnik, Vasco Rato, entre outros. Nos mapas medievais, Jerusalém era o centro do mundo. E em muitos aspectos continua a sê-lo do ponto de vista dos meios de comunicação internacionais. Os jornalistas costumam dizer que basta deixar uma câmara de televisão ligada, a gravar apenas meia hora em qualquer cidade de Israel, ir tomar um café e no regresso verificar: «Já temos uma reportagem.» Não há nenhum país no mundo com tanta riqueza humana, contradições, raças, religiões, línguas, conflito e drama como neste pequeno país do tamanho da Galiza, cenário do best-seller n.º 1 da humanidade, a Bíblia. «Demasiada história para pouca geografia», costumava dizer o fundador do Estado, David Ben-Gurion. Como comentava um jornalista japonês, Israel e o Médio Oriente são por excelência o parque de atracções dos jornalistas. E eu acrescentaria que frequentemente se limita a ser a vertiginosa montanha russa do mundo jornalístico. Há, actualmente, 28 conflitos abertos no mundo, 25 deles islamitas: de Caxemira até à Chechénia, do Sudão até à Palestina. Nenhum deles, no entanto, goza da cobertura que tem o Médio Oriente. Haim Weizmann, o primeiro presidente do Estado de Israel, questionava-se há mais de 50 anos: «O que é que nos distingue dos outros povos?», ao mesmo tempo que respondia: «Somos exactamente o mesmo, só que um pouco mais.» Henrique Cymerman
(…) Este pedaço de terra mais pequeno do que o Alentejo tem um passado que se perde na noite dos tempos; nele nasceram religiões que influenciaram decisivamente o devir da humanidade; ponto de passagem entre os continentes, foi objecto de incontáveis disputas; foi cobiçado, idealizado, celebrado em verso e em canto, sacralizado e venerado, investido pela paixão religiosa e política como talvez nenhum outro em toda a terra. Assim foi no passado, assim é no presente… (…) Jorge Sampaio

domingo, 16 de dezembro de 2007

A Conspiração Judaico-Maçónica, de Alain Goldschlager e Jaques Charles Lemaire


A Conspiração Judaico-Maçónica
Autor: Alain Goldschläger e Jaques Charles Lemaire
Nº páxs: 148Formato: 150 x 230 mm /// Xénero: Ensaio
Idioma: portugués
PVP: 17,85 € (17 € + IVA)

Cal é o poder efectivo da masonaria na orde mundial? Desfacer todas as dúbidas en torno do mito de unha grande conspiración xudaico-masónica é o obxectivo da máis recente –e polémica– obra de Alain Goldschläger e Jaques Charles Lemaire. Os autores poñen en causa a “inxenuidade” dunha teoria que xustificou, no pasado, os intentos criminosos e sangrentos de fundamentalistas Católicos, Islámicos e de Extrema-Dereita. «As conspirações existem; a conspiração, não». Se é incuestionábel que en todas as épocas do pasado foran urdidas manobras para mudar unha situación política, como foran os casos de, por exemplo, o asasinato de Júlio César ou o fin «forzado» de Napoleon, os investigadores Goldschläger e Lemaire defenden que non é posíbel, nin historicamente plausíbel, falarse dunha grande conspiración mundial xudaico-masónica. Nunha obra que pretende deitar por terra unha teoria que xustificou acontecementos como o Holocausto, e demonstrar a absurda lóxico a histórica da alianza atribuída aos xudeus e aos franmasons, os autores parten dunha análise histórica e sociolóxica para atribuir ao poder do mito unha “lóxica de exploración”, implementada através da manipulación histórica e argumentativa por parte de determinados axentes. Segundo os autores, o mito – que tivo orixe no final do séc. XIX – subsiste na actualidade através dos “insuspeitos” medios da literatura e do cinema: James Bond xa non defende a honra ou vida da raiña de Inglaterra, para se opor ás pretensións de dominio mundial do Spectre. Por outro lado, Luke Skywalker salva as galáxias das garras do «Imperio do mal». Para Goldschläger e Lemaire, estas ficcións arríscanse a criar, inadvertidamente, un terreno fértil para os espíritos fracos, mais inclinados a aceitar unha explicación simplista e totalizante do real. «A Conspiraçao Judaico-Maçónica» é unha obra explicativa, que pretende lanzar unha alerta para os perigos do desvio de pensamento e da manipulación histórica e desfacer un mito que xá permitiu demasiados excesos, no nome de unha loita mobilizada polo extremismo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Grandes Mentiras - Demolindo os Mitos da Propaganda de Guerra contra Israel


Autor: David Meir-LeviPrefácio: David HorowitzPágs.: 116 Formato: 150 x 220 mm /// Género: PolíticaPVP: 10.50 euros (iva incl.)
«A Guerra no Médio Oriente dura há perto de sessenta anos. Hoje, muitas pessoas não estão já familiarizadas com a sua história e origens e não têm sequer conhecimento dos factos. Este estado de ignorância é terreno fértil para quem, sem escrúpulos, forja mitos para justificar políticas destrutivas. A máquina de propaganda criou muitos destes mitos para inflamar a sua guerra contra o Estado Judaico.Israel é a única democracia que no Médio Oriente elege os seus chefes em sufrágio livre, a única que garante direitos aos seus cidadãos e respeita esses direitos. No entanto, Israel é o alvo permanente de quem diz lutar pelos "direitos humanos".Cerca de um milhão e meio de árabes vivem como cidadãos em Israel, elegendo os seus representantes no Parlamento israelita e gozando de mais direitos do que qualquer cidadão árabe de qualquer Estado árabe. No entanto, Israel é o alvo permanente de quem diz lutar por "justiça social".A própria criação do Estado de Israel é referida pelos seus inimigos árabes como "a Nakba", isto é, a "catástrofe", estando nisto implícito que Israel não deveria existir. No entanto, Israel é o alvo permanente de quem diz apoiar a autodeterminação e condenar o genocídio.Israel foi vítima, desde a sua primeira hora, de uma agressão, que não provocou, por parte de cinco monarquias e ditaduras árabes; e tem sido vítima de uma guerra árabe que se prolonga ininterruptamente há cerca de sessenta anos porque os Estados árabes se recusam a fazer a paz. No entanto, Israel é o alvo permanente de quem diz desejar "a paz".Israel é vítima de ataques terroristas, como os dos bombistas suicidas que, juntamente com os judeus que eles querem aniquilar, matam igualmente mulheres e crianças palestinianas. No entanto, Israel é o alvo permanente de quem diz defender a humanidade e um futuro "livre".Como é isto possível? Como pode o mal vestir-se com a toga da justiça? Como pode uma guerra de genocídio para destruir um povo democrático ser desculpada como luta pela "libertação nacional"? E, no entanto, eles fazem-no – através da criação de mitos políticos que racionalizam a agressão e justificam a guerra contra populações civis.No romance premonitório de George Orwell, 1984, o Ministro da Verdade do Estado totalitário proclama: "O Conhecimento é Ignorância, a Liberdade é Escravidão". A natureza do cinismo político não muda, o seu fito é sempre o mesmo: a obliteração da memória histórica, ao serviço do poder. "O combate do homem contra o poder", escreveu o autor checo Milan Kundera, "é o combate da memória contra o esquecimento". Só a reposição da memória pode destruir os mitos totalitários e tornar o homem livre.O texto de David Meir-Levi recupera a memória dos factos que estão no cerne do conflito no Médio Oriente. Estes factos são cruciais, não apenas para a reposição da história que a política obscureceu, mas também para a sobrevivência de um povo que vive no pesadelo da sua própria destruição. Qualquer pessoa interessada na justiça quererá ler este pequeno livro.»David Horowitz
* * *
David Meir-Levi, israelita nascido nos Estados Unidos da América, vive em Palo Alto, Califórnia. É bacharel pela John Hopkins University e licenciado em Estudos Sobre o Próximo Oriente pela Brandeis University. Ensinou Arqueologia e História do Próximo Oriente na Universidade Hebraica de Jerusalém e na Universidade de Tel Aviv, nos anos 60 e 70, altura em que serviu no exército israelita. De regresso aos Estados Unidos, Meir-Levi tornou-se Director de Investigação e Educação da Israel Peace Iniciative (IPI), uma organização não lucrativa da região da Baía de São Francisco destinada a esclarecer o público americano e os seus líderes sobre a história do conflito israelo-árabe. Mais informações sobre a IPI em: http://www.ipi-usa.org/.

Ensinar o Holocausto no Século XXI


Autor: Jean-Michel LecomtePrefácio à edição portuguesa: Esther Mucznik
Nº págs: 236
Formato: 150 x 220 mm ///Género: Ensaio
PVP: 13,65 € (13€ + IVA)
Publicado no âmbito do projecto do Conselho da Europa intitulado “Aprender a ensinar a História da Europa do séc. XX”, este livro de Jean-Michel Lecomte dirige-se, em especial, aos professores, e procura adaptar a forma de ensinar a História aos desafios que a modernidade lhe coloca. Recomendado pelo Conselho da Europa e com prefácio da prestigiada investigadora em assuntos judaicos, Esther Mucznik, esta obra de Jean-Michel Lecomte procura reflectir sobre o importante lugar do ensino do Holocausto, num quadro de ressurgimento do anti-semitismo em algumas partes da Europa, da acessibilidade de sites negacionistas na Internet e da posição isolacionista actualmente adoptada por alguns dirigentes políticos europeus, que fazem desta temática um assunto que ultrapassa largamente os limites da História enquanto disciplina escolar.
Baseado em trabalhos de autores incontestados como Raul Hilberg, Sir Martin Gilbert, Saul Friedlander e Christopher Browning, e nos testemunhos directos de Primo Levi, Hermann Langbein e de pessoas entrevistadas por Claude Lanzmann, Ensinar o Holocausto no século XXI propõe aos seus leitores privilegiados (público em geral, alunos, pais e professores) um conjunto de conhecimentos únicos, colmatando, em certos casos, a falta de informação sobre esta matéria tão sensível. A abordagem de Lecomte procura alargar a definição do Holocausto para além do anti-semitismo, destacando factos e números relativos às vítimas frequentemente esquecidas: os romenos/ciganos, os homossexuais e as testemunhas de Jeová, e fornece também importantes informações acerca da natureza e a execução do genocídio em diferentes países.