
sábado, 22 de novembro de 2008
La Rebelión: La lucha clandestina por la independencia de Israel. De Menajem Beguín

quarta-feira, 19 de novembro de 2008
HOLOCAUSTO. RECUERDO Y REPRESENTACION. De Alex Baer

Existe no imaxinario colectivo unha memoria do Holocausto tecida non só polas testemuñas dos subrevivintes senon tamén polas imaxes creadas polos medios de comunicación e o arte das últimas décadas. Unha memoria que mestura recordo e representación usando actores, símbolos e ate os complexos montaxes de efectos especiais dos museos máis modernos. Alejandro Baer analiza esta forma mediática do recordo non só como sociólogo, senon tamén como pertenecente a esa nova xeración de estudiosos do Holocausto que naceron xa na época dos medios de comunicación de masas. A xa longa controversia que enfronta aos detractores destas formas ´estetizadas´ de recordar o horror cos partidarios de non deixar morrer o recordo se analiza en este documentadísimo e apaixonante estudo. As películas de Spielberg e Benigni, as series de televisión e os grandes espazos memoriais dedicados ao Holocausto, as viñetas humorísticas dos periódicos ou o recurso aos arquivos fotográficos presentan ao lector unha complexa panoplia de modos de ver, de recordar e de representar unha historia que ninguén pode considerar allea. Un capítulo final dedicado á memoria en España pecha un libro dirixido tanto aos interesados na historia como a periodistas ou cineastas, e a todos os que se preocupan polo seu papel como espectadores e consumidores de imaxes.
domingo, 2 de novembro de 2008
LOS ORÍGENES DEL TOTALITARISMO. De Hannah Arendt

Hannah Arendt
Ensaio
624 páxinas
Taurus
Prezo 31,40 euros
Hannah Arendt deixou unha inxente obra filosófica e estudou o Holocausto como só unha muller excepcional, cunha enorme capacidade de análise, ademais de xudía, podía facelo. O fenómeno nazi foi diseccionado pola súa pluma e así o contou ao longo da súa obra, demostrando con iso a banalidade do mal. Recomendado para mentes dispostas a engulir e procesar conceptos. A clave: Como a cuestión xudía, aparentemente intranscendente, desembocou na creación do movemento nazi, a guerra mundial e o exterminio. O mellor: Os capítulos referidos ao antisemitismo e ao antiimperialismo. Un dos legados máis importantes que deixou Arendt á humanidade foi desvelar a orixe do nazismo, os seus antecedentes e por que desembocou nunha orxía de morte. A escritora e pensadora estudou na universidade de Heidelberg e se doutorou en filosofía baixo a dirección de Karl Jaspers cunha tese sobre o amor en San Agostiño. Alí, naquel campus, coñeceu ao controvertido autor de Ser e tempo, Martin Heidegger, de quen foi discípula e amante. Este insigne profesor é un dos filósofos máis influintes do século XX, foi militante convencido do nacionalsocialismo e tivo unha natureza mesquiña que deixou patente, entre outras, na relación co seu mentor, Husserl. Hannah tivo que fuxir de Alemaña coa ascensión do nazismo; marchou exiliada a Francia onde coñeceu a Walter Benjamin, pero o exército alemán ocupou o país e novamente tivo que fuxir, esta vez aos Estados Unidos. Para entón xa definira o mal moderno como a imposibilidade dos individuos para representarse mentalmente a consecuencia dos seus actos, referíndose aos criminais de guerra. A pesar das radicais diferenzas ideolóxicas, a súa relación con Heidegger desde os anos vinte mantívose no tempo, tanto intelectual como sentimentalmente. O profesor considerouna sempre a paixón da súa vida, aínda que estaba casado. Ambos se influíron mutuamente a pesar de que, co nazismo no poder, militaron en bandos opostos pois Heidegger pronto manifestou un acusado antisemitismo. Durante uns anos mantivéronse separados e retomaron a relación en 1950, até a morte de Hannah, que se casou en 1929 con Günter Anders, tamén discípulo de Heidegger e colaborador de Bertold Brecht. En 1936 divorciáronse. Arendt obtivo fama internacional anos máis tarde cando escribiu unha reportaxe para o semanario norteamericano The New Yorker sobre o xuízo en Xerusalén do criminal Heichmann, tenente coronel das SS e un dos máximos responsables da Solución Final, é dicir, o exterminio xudeu.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
LOS APELLIDOS JUDEOESPAÑOLES. De Malka González Bayo

LOS APELLIDOS JUDEOESPAÑOLES
Coordina:Malka González Bayo
Colección: CÁBALA E JUDAÍSMO
Código: 4734
ISBN: 9788497774734
Formato: 13,5 cm x 21 cm
Prezo: 12,00
Páxinas: 272
Número edición: 1ª
Data edición España: 9/2008
Edita: Ediciones Obelisco
Descrición: Cada vez son máis as persoas en todo o mundo que se preguntan acerca das súas orixes e os seus posibles antepasados xudeus; unha das formas de realizar ese rastrexo consiste en indagar nos apelidos da árbore xenealóxico na procura de vestixios hebreos. O presente libro recolle unha serie de estudos realizados por diversos especialistas sobre a pegada deixada polos xudeus a través dos apelidos xudeoespañoles. Do mesmo xeito que outros de tema similar, proponse introducir a recuperación dos apelidos sefardíes, pero ademais quere facelo desde a óptica dos Anusim. A edición do libro foi coordinada por Malka González Bayo, que é tamén autora dun traballo sobre a "memoria mutilada" e xunto con outro de Nurit G. Vidal sobre o espertar dos Anusim forman o corpo do libro. Un artigo sobre a xudeofobia reflectida nos apelidos, a cargo de Gustavo D.Perednik, e un estudo sobre algúns apelidos cataláns con reminiscencias xudías, realizado por Juli Peradejordi, conclúen o libro. A modo de apéndice, ofrécese unha exhaustiva listaxe de apelidos de xudeus sefardíes e de conversos. Esta é unha obra que se dirixe tanto aos especialistas do sector como aos lectores curiosos que queren descubrir algo máis sobre a orixe do seu apelido.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Flores para Hitler. De Leonard Cohen
Sou um sacerdote de DeusSou um sacerdote de Deus
Ando pelas ruas
com os bolsos nas minhas mãos
Às vezes sou mau
e às vezes sou muito bom
Acredito que eu acredito
em tudo que eu preciso
Gosto de ouvir você dizer
enquanto dança com uma cabeça rolando
numa bandeja de prata
que sou um sacerdote de Deus
Achei que estava fazendo outras 100 coisas
mas eu era um sacerdote de Deus
Amei umas 100 mulheres
jamais contei a mesma mentira duas vezes
Eu disse Oh Cristo tu és um egoísta
mas reparti meu pão e arroz
Ouvi minha voz dizer à multidão
que eu estava só e era um sacerdote de Deus
o que me tornou tão vazio
que até hoje em 1966
não estou certo de ser um sacerdote de Deus
Não Judeu
Qualquer um que diga
que não sou um Judeu
não é um Judeu
sinto muito
mas essa decisão
é final
Cristo da Cidade
Após a guerras incontáveis sobreviver,
Mantido em seu lugar como um judeu da corte,
O gênio
Por você
eu serei um judeu do gueto
e dançarei
porei meias brancas
em meus membros deformados
e envenenarei poços
por toda a cidade
Por você
eu serei um judeu apóstata
e contarei ao padre español
sobre o voto de sangue
no Talmude
e onde os ossos
do menino estão ocultos
Por você
eu serei um banqueiro judeu
e arruinarei
um velho e orgulhoso rei caçador
e acabarei com sua dinastia
Por você
eu serei um judeu da Broadway
e chorarei em teatros
por minha mãe
e farei pechinchas
por debaixo do pano
Por você
eu serei um médico judeu
e procurarei
em todas as latas de lixo
por prepúcios
para costurar de volta
Por você
eu serei um judeu de Dachau
e cairei na lama
com membros deformados
e uma dor intumescida
que ninguém poderá entender
Uma nota sobre o título
Um
tempo atrás
esse livro seria
chamado
SOL PARA NAPOLEÃO,
e antes disso ainda
ele seria
chamado
MUROS PARA GENGIS KHAN.
Folk
flores para hitler o verão bocejava
flores por toda minha grama nova
e aqui há um vilarejo
estão pintando ele para o feriado
aqui há uma igrejinha
aqui há uma escola
aqui há alguns cães fazendo amor
as bandeiras brilham como roupa lavada
flores para hitler o verão bocejava
Herança
A cena de tortura aconteceu sob uma redoma de vidro
como as que devem proteger um relógio valioso.
quase ouvi um sino tocar
quando puseram a tenaz
e o corpo estremeceu e apagou num desmaio.
Todos eram minúsculos e tinham as bochechas rosadas
e se eu pudesse ouvir um grito de dor ou de triunfo
seria minúsculo como a boca que o emitiu
ou como uma nota só de uma caixinha de música.
A redoma do drama estava ajustada
como uma gigantesca pérola barroca
sobre um anel de noivado ou broche ou medalhão.
Sei que você se sente nua, queridinha.
Sei que você odeia morar no campo
e mal pode esperar pelas revistas brilhantes
que chegam toda semana, todo mês.
Examine a casa de sua avó novamente.
Há uma herança em algum lugar
O fracasso de uma vida secular
O operário da dor chega em casa
Ele chega com sua tenaz.
Sua mulher lhe bate com uma força
Ele percebeu a vida Dachau dela,
Havia algo mais a fazer?
e se desfez.
O que estou fazendo aqui
Não sei se o mundo mentiu
Eu menti
Não sei se o mundo conspirou contra o amor
Eu conspirei contra o amor
O ambiente de tortura não é consolo
Eu torturei
Mesmo sem o cogumelo atômico ainda assim eu teria odiado
Ouça
Eu faria as mesmas coisas ainda que não houvesse morte alguma
Não serei pego como um bêbado sob a fria corrente dos fatos
Eu recuso o álibi universal
Como uma cabine telefônica vazia vista de noite
e lembrada
como os espelhos de um saguão de cinema
consultados apenas na saída
como uma ninfomaníaca que amarra centenas
em uma estranha irmandade
Eu espero
até cada um de vocês confessar
Hitler o tumor cerebral
Hitler o tumor cerebral espia por meus olhos
Goering derrete barras de ouro em minhas entranhas
Meu pomo-de-adão incha com a cabeça toda de Goebbels
É inútil dizer a um homem que ele é Judeu
Estou fazendo do seu beijo um abajur
Confesse! confesse!
é o que você exige
embora acredite que esteja me entregando tudo
Tudo que há para saber sobre Adolph Eichmann
OLHOS: ............. Médios
O que você esperava?
Garras?
Incisivos enormes?
Saliva verde?
Loucura?
Ópio e Hitler
Muitas crenças
o fizeram fulgir –
ópio e Hitler
o fizeram dormir.
Uma Negra com
um apetite e tanto
ajudou-o a pensar
que não era branco.
Ópio e Hitler
revelaram um mundo
feito de vidro.
Para um assunto
assim inofensivo
não há cura:
o estado se levantou
de um beijo com úlcera.
No céu um sonho
já esteve cravado
um sol de verão
quando estava elevado.
Ele queria nos olhos
uma venda feita de pele,
queria que a tarde
começasse em breve.
Uma lei quebrada –
mais nada iria durar.
Se o mundo era de cera,
o dele a se moldar.
Não! Por uma dose de história
ele ficava todo atrapalhado.
O sol se soltou,
e a sua mulher ao seu lado.
Imersos, seus corpos
faziam uma escuridão tal,
o Líder iniciou
um discurso racial.
Um diálogo em migração
Ele usava bigode preto e cabelos de couro.
Não roa as unhas, eu lhe disse.
E quanto a todos os bons generais,
Tire esse sorrisinho de seu rosto.
Achou! Miss Sabão Humano.
Eu disse TIRE ESSE SORRISINHO
Eu creio piamente na Segunda Guerra Mundial.
Hiroshima tirou o Made in Japan do papel.
Há tristes confetes salpicando das janelas dos trens partindo.
Braun,
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
UNHA BOLSA DE CANICAS de Joseph Joffo
UNHA BOLSA DE CANICASTítulo Orixinal: UN SAC DE BILLETS
Idioma: Galego
Colección: Gaivota
Autor: Joseph Joffo
Tradutor: X. Carlos Álvarez Quinteiro
A diferenza doutras narracións históricas, ten unha característica fundamental que a achega á mocidade que non coñeceu a guerra e a posguerra: está narrada por un rapaz. A guerra, a persecución, a morte, vista polos ollos dun neno xudeo, que mira os acontecementos coa súa inxenuidade e candidez infantil.
ISBN: 978-84-87126-01-7
Formato: 135 x 190 mm
Páxinas: 256.
Encadernación: Rústica con lapelas
Prezo: 11.00€
Edita Edicións do Cumio
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
LOS JUDÍOS DE RIBADAVIA. De Leopoldo Meruéndano Arias
• Páxinas: 96
• Lingua: castelán
• PVP: 10 €
• Colección: Fascímiles
• Ano edición príncipe: 1915
• Ano edición facsímile: 1981
• ISBN: 84–85311–41-8
Leopoldo Meruéndano Arias (1845-1920), erudito ribadaviense, avogado de profesión.
domingo, 19 de outubro de 2008
LOS JUDIOS DE RIVADAVIA. LA JUDERIA DE RIBADAVIA Y SUS PERSONAJES EN LOS SIGLOS XIV-XV. De Gloria de Antonio Rubio

LOS JUDIOS DE RIVADAVIA. LA JUDERIA DE RIBADAVIA Y SUS PERSONAJES EN LOS SIGLOS XIV-XV
De Gloria de Antonio Rubio
Neste libro realizase o estudo da comunidade xudía de Ribadavia, a partir da documentación conservada en diferentes arquivos. Analizanse as referencias a esta comunidade na Crónica de Froissart, o censo aproximado de xudeus que a formaban, a situación da xudería e da sinagoga, así como as súas principais personajes. Este estudo fuxe dos mitos e lendas xurdidos con respecto ao barrio xudeu de Ribadavia, buscando unha visión científica da realidade histórica do mesmo.
ISBN: 84-933244-4-2
Ano de edición: 2004
150 páxinas
PVP: 11,95 €
Edita: Edicións Lóstrego
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Eu fui o capitão do Exodus. De Ike Aronowicz
228 páginas
Ike Aronowicz foi um dos heróis fundadores de Israel. Em 1947 comandou o navio President Warfield – depois baptizado como Exodus – que transportou, do Sul de França para a Palestina, 4545 refugiados judeus, passageiros apinhados, extenuados pelos anos de guerra, mas determinados a fugir de uma Europa ensanguentada e a alcançar a Palestina, então sob protectorado britânico. Esta epopeia marcou a memória internacional e a História da fundação do Estado de Israel.O autor vive hoje numa casa com forma de barco nos altos de Zikhron-Ya’aqov, no Norte de Israel. Tem oitenta e quatro anos e conta pela primeira vez a sua odisseia excepcional. Este livro foi escrito em colaboração com Elsa Guiol, jornalista no Journal du Dimanche.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Xudeus e conversos galegos. De Roberto González Rouco

XUDEUS E CONVERSOS GALEGOS
Notas para unha historia pendente
Roberto González Rouco
Xudeus e conversos atoparon en Galicia un territorio tolerante onde puideron convivir sen confrontacións. Esta é a principal tese do libro, unha aproximación didáctica á historia do pobo xudeu e a súa presencia no noso país. O autor afirma que é constante a arribada de xudeus a Galicia dende as matanzas de 1391 e 1414, datas nas que principiou un anti-xudaísmo feroz en Andalucía, Estremadura ou Castela, o que obrigou aos xudeus e máis tarde aos conversos, a se refuxiar en Galicia e Portugal. 'Xudeus e conversos estaban introducidos na sociedade galega e compartían negocios, xogaban nenos cristiáns con nenos xudeus, eran membros dos concellos e tiñan oficios non permitidos aos xudeus no resto de España. Cando había conflictos entre cristiáns e xudeus, as autoridades impartían xustiza sen mirar a que crenza relixiosa pertencían'.Roberto González Rouco fai así mesmo un breve percorrido pola historia deste pobo, dende a súa entrada na Península na época do Rei David, o tempo dos romanos, suevos e visigodos, a época árabe, a inquisición... ata a loucura nazi e os tempos modernos. Esta obra Xudeus e conversos galegos. Notas para unha historia pendente recolle tamén outros aspectos históricos de relevancia como a participación dos xudeus nas revoltas irmandiñas a favor do pobo contra a nobreza, ou a súa intervención na redacción das Cantigas de Afonso X.
• Título: Xudeus e conversos galegos
• Subtítulo: Notas para unha historia pendente
• Autor: Roberto González Rouco
• Idioma: Galego
• Data 1ª edición: Outubro de 2008
• PVP: 17 euros
• ISBN: 978-84-89323-23-0
• Páxinas: 146
• Medidas: 13x23 cms
• Encadernación: tapa branda plastificada, con lapelas
• Colección: Oeste [divulgación&ensaio]
Presentación do libro -->
PREZO: 17,00 €
Edita: Alvarellos Editora
Roberto González Rouco naceu en lugo en 1957. É licenciado en Socioloxía e Ciencias Políticas pola Universidade Complutense de Madrid. Autor do libro Galicia na encrucillada (1994), esta é a súa segunda obra.
sábado, 4 de outubro de 2008
Issac Bashevis Singer: 30 anos do Nobel
Hai 30 anos do Nobel de Literatura para Isaac Bashevis Singer. Escoita AQUÍ o programa emitido na súa lembranza por Radio Sefarad
